As Ilhas Artificiais de Dubai


De acordo com o economista americano Milton Friedman “se colocarem o governo federal para administrar o deserto do Saara, em cinco ano faltará areia”. Obviamente esta é uma extrapolação da realidade, mas serve claramente para demonstrar a ineficiência do Estado em realizar funções que não são típicas suas.  ilhas artificiais de dubai

Mesmo concordando com Friedman, que as intervenções feitas pelo Estado não são tão  eficientes quanto as intervenções privadas, tem me chamado a atenção as intervenções feitas pelos sheikes sauditas. Entre tantos exemplos, a construção das ilhas artificiais em Dubai é incrível.

Ainda não tenho uma opinião formada sobre o tema e a formatação mercadológica dos árabes,  mas de qualquer forma os resultados são impressionantemente, basta saber se serão sustentáveis no futuro.

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Sobre José Freitas

Sou Economista formado pela Universidade Católica de Pernambuco tendo iniciado meus estudos em economia em 2006 na Universidade Católica de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Depois de dois anos e meio de estudos no interior gaúcho migrei para Porto Alegre onde continuei meus estudos na PUC-RS. Em Porto Alegre me iniciei no mercado financeiro atuando na Seival Investimentos, gestora de fundos de investimentos sediada na capital gaúcha. Em 2010, já em Pernambuco, trabalhando na Magnum Investimentos, escritório de agentes autônomos ligado a XP Investimentos, obtive a certificação de agente autônomo de investimentos e em seguida a certificação CPA-2o da ANBIMA. Após a experiência de agente autônomo passeia integrar o quadro da Credipe, cooperativa de crédito dos funcionários do estado de Pernambuco, como gerente de negócios. Desde 2011 atuo como consultor autônomo sem vinculo com nenhuma instituição financeira. Economia é para Economista é um blog destinado não só aos economistas, mas sim a todas aquelas pessoas que, por qualquer motivo, possam se interessar por assuntos relacionados a economia, política, negócios e finanças.
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2 respostas para As Ilhas Artificiais de Dubai

  1. Zé, o caso é que os xeiques árabes não administram como em nome do Estado. A noção de Estado moderno e burguês é inexistente por lá. A administração é pessoal, tradicional, e quem melhor sabe cuidar das suas coisas é o próprio dono. O xeique não cria uma ilha como intervenção estatal, e sim como proprietário de algo que é seu, de sua família, igual a um empresário privado. Por isso que dá certo. Evidentemente, isso pode descambar para um autocratismo perigoso para a saúde moral e espiritual da nação árabe, mas ao menos é mais orgânico e harmônico do que nossa administração impessoal e burocratizada.

    Abraço,

  2. José Freitas disse:

    Minha linha de raciocínio vai neste mesmo sentido e é interessante e ver que esse fenômeno de urbanização deles se da pelo fato de saberem que a sua principal riqueza, o petróleo, tende a acabar. A riqueza que as construções demonstram não são vaidades de gente doente, na verdade é um grande investimento para o futuro, que poderá proteger a riqueza dos donos e do povo como um todo.

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